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22
Out24

«Contos Pardos» de João Pires

coletânea de narrativas cativantes que mergulha o leitor numa viagem emocional através das tradições

João Pires autor

Contos Pardos ebook by Joao Pires autor

 

Sinopse

«Contos Pardos», de João Pires, é uma coletânea de narrativas cativantes que mergulha o leitor numa viagem emocional através das tradições e mitos de Portugal. Com cinco contos densos e emocionantes, o autor entrelaça temas como amor, perda e autodescoberta, enquanto a luta entre o passado e o futuro cria um rico panorama psicológico.

Contos:

1. Paixão de Origem: A história de Glória, uma jovem cujo sonho de um casamento perfeito é destruído quando o seu noivo decide abruptamente não se casar. As suas experiências levam-na a questionar o verdadeiro significado do amor e a partir à sua autodescoberta.

2. O Homem Misterioso: Na pacata aldeia portuguesa, rumores sobre um estranho homem à noite começam a circular, levando os moradores a criarem dúvidas e medos. A investigação da jovem Tomás revela segredos do passado e mostra como o medo pode corromper a realidade.

3. Os Fantasmas da Ilha: Numa ilha à venda, um grupo de amigos descobre que a história dos fantasmas que lá habitam é muito mais do que uma lenda. Ao explorar as suas histórias, eles ligam-se aos seus próprios passados e aprendem sobre o poder da cura.

4. Amor à Beira do Douro: Através da Queima das Fitas, Inês e Henrique redescobrem o amor perdido e enfrentam os desafios das suas aspirações profissionais, decidindo que o que construíram vale a pena prosseguir, mesmo com riscos.

5. À Mesa com o Mistério: A história começa com a morte trágica do chef João Cook, envolvendo Maria Abreu, uma detetive que resolve investigar o caso. Ao procurar a verdade, ela descobre uma teia de rivalidades e segredos que desafiam as suas capacidades de discernimento entre a realidade e a ficção.

"Contos Pardos" é um convite à reflexão sobre a natureza humana, onde cada conto oferece uma perspectiva única sobre a luta, a redenção e a beleza das experiências que moldam as nossas vidas. Ao longo destas páginas, a escrita de João Pires cativa e inspira, revelando uma rica tapeçaria de emoções que ressoam com a essência de Portugal.

https://www.kobo.com/pt/pt/ebook/contos-pardos

 

18
Out24

O Dinheiro Estica

A gestão financeira tornou-se um desafio para as famílias portuguesas, com o aumento do custo de vid

João Pires autor

A expressão "o dinheiro não estica" reflete a crescente preocupação com o aumento do custo de vida em Portugal, exacerbado pela inflação e taxas de juros elevadas, complicando a gestão financeira das famílias. É vital reconhecer que a gestão do dinheiro deve ser aperfeiçoada continuamente, com ênfase na análise crítica dos hábitos de consumo, pois pequenas despesas podem somar-se a valores significativos. Além disso, as instituições financeiras e o estado desempenham um papel crucial, pois a falta de aumentos salariais adequados e o aumento dos preços de bens essenciais pressionam os rendimentos disponíveis.

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Soluções potenciais incluem o aumento dos salários, o compromisso das empresas em valorizar seu capital humano e a implementação de políticas públicas que incentivem a literacia financeira. A promoção de uma cultura de solidariedade, onde os que têm mais ajudam os que têm menos, é igualmente importante para mitigar os impactos da crise financeira.

 

17
Out24

Redução de IRC para Aumentar Salários e Competitividade

Como a redução do IRC em Portugal pode impulsionar a competitividade e aumentar os salários. Especia

João Pires autor

3 minutos de leitura

 

Nos últimos dias, a discussão sobre a redução do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas (IRC) tem ocupado um lugar de destaque nas agendas políticas e económicas em Portugal. Diversos especialistas e líderes de opinião têm defendido que a diminuição deste imposto pode ser uma estratégia eficaz para aumentar os salários e, simultaneamente, melhorar a competitividade das empresas nacionais.

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António Horta-Osório, uma das vozes mais proeminentes nesta discussão, argumenta que o atual excedente orçamental do Governo deve ser direcionado para criar um ambiente fiscal mais favorável às empresas. De acordo com Horta-Osório, a redução do IRC não só favorece as empresas em termos de liquidez como também lhes permite aumentar os salários dos seus colaboradores, contribuindo assim para uma melhoria da qualidade de vida das famílias portuguesas.

 

A recente proposta do Governo de uma descida gradual do IRC, com a meta de reduzir a taxa de 21% para 15% até 2027, foi recebida com expectativas por parte dos sectores empresarial e laboral. Segundo um estudo do Instituto Mais Liberdade, a redução do IRC poderá impulsionar a economia, tornando o sistema fiscal português mais competitivo. Os dados revelam que, atualmente, a taxa média efetiva do IRC em Portugal é de 19,15%, com 38% das empresas a não pagarem este imposto, o que levanta questões sobre a justiça e a eficiência do sistema tributário.

 

A proposta governamental inclui ainda benefícios para empresas que aumentem os salários, permitindo que os custos com aumentos salariais e contribuições sociais possam ser majorados em 50% no apuramento do IRC. Este mecanismo visa não só incentivar a criação de postos de trabalho, mas também assegurar que os salários acompanhem a evolução do custo de vida e a crescente pressão por melhores condições laborais.

 

A relevância da medida torna-se ainda mais evidente em um contexto onde, por exemplo, o aumento do salário mínimo para 870 euros em 2025 é uma realidade discutida. A proposta do Governo reflete um compromisso com a valorização do trabalho e a necessidade de criar um ambiente propício para o crescimento económico.

 

Organizações sindicais e confederações de empregadores reconhecem que um sistema fiscal mais leve pode ajudar a mitigar os efeitos da inflação e da alta do custo de vida, promovendo uma dinâmica económica onde as empresas podem inovar mais, contratar mais e assegurar uma remuneração justa aos seus trabalhadores.

 

Contudo, a proposta de redução do IRC não é isenta de controvérsias. Críticos apontam que tal mudança poderá resultar em perdas significativas de receita para o Estado, levantando questões sobre como garantir os serviços públicos e as funções sociais necessárias. Portanto, o debate deve ser abrangente e considerar todos os interesses em jogo.

 

Em suma, a redução do IRC, se devidamente implementada e acompanhada de medidas de responsabilidade fiscal, poderá ser um importante passo para revitalizar a economia portuguesa, aumentar a competitividade das empresas e elevar o poder de compra dos cidadãos. O diálogo contínuo entre Governo, empresas e trabalhadores será fundamental para encontrar o equilíbrio ideal entre crescimento económico e justiça social.

 

Fontes:

 

  1. António Horta-Osório - Entrevistas e artigos:

   - Horta-Osório, A. (2023). "O impacto da redução do IRC na economia portuguesa." Diário de Notícias.

   - Horta-Osório, A. (2023). "Por um ambiente fiscal mais favorável." O Público.

  1. Instituto Mais Liberdade:

   - Instituto Mais Liberdade. (2023). "Estudo sobre a Eficácia da Redução do IRC." (https://maisliberdade.pt/)

  1. Dados sobre a Taxa de IRC:

   - Agências de Estatística de Portugal (INE). (2023). "Relatório sobre a Taxa Média Efetiva do IRC em Portugal." (https://www.ine.pt).

 

  1. Análise de Impacto da Proposta do Governo:

   - Ministério das Finanças. (2023). "Proposta Governamental de Redução do IRC até 2027." (https://www.portugal.gov.pt/pt/gc24)

 

  1. Discussão sobre a Justiça Tributária:

   - Gonçalves, J. (2023). "Justiça Tributária e o IRC em Portugal: Desafios e Oportunidades." Revista de Economia Portuguesa.

  1. Artigos sobre o Aumento do Salário Mínimo:

   - Silva, M. (2023). "Aumento do Salário Mínimo em Portugal: O que Esperar?" *Jornal de Negócios*.

  1. Organizações Sindicais e Confederações de Empregadores:

   - CGTP. (2023). "Posição sobre a Proposta de Redução do IRC e Impacto no Trabalho." (https://www.cgtp.pt)

8. CIP - Confederação Empresarial de Portugal. (2023). "Declaração sobre a Redução do IRC e Aumento de Salários."

17
Out24

Como é que as Pessoas Aprendem Hoje?

Descubra como é que as pessoas aprendem hoje, explorando a evolução da aprendizagem personalizada, o

João Pires autor

Este artigo analisa as principais abordagens contemporâneas que moldam a educação e capacitam os alunos para o futuro.

 

A forma como aprendemos tem evoluído dramaticamente ao longo dos últimos anos, impulsionada pelo avanço da tecnologia, pela compreensão do funcionamento do cérebro e pelas necessidades da sociedade moderna. O livro "How People Learn" de John D. Bransford, Ann L. Brown e Rodney R. Cocking oferece uma visão fundamental sobre os processos de aprendizagem e as suas implicações na educação contemporânea. Neste artigo, exploraremos as principais formas como as pessoas aprendem hoje e o impacto que isso tem na nossa realidade.

 

Aprendizagem Personalizada

Um dos desenvolvimentos mais significativos na educação moderna é a ascensão da aprendizagem personalizada. Hoje, os educadores reconhecem que cada aluno tem um estilo de aprendizagem único, influenciado por fatores como interesses, motivações e experiências passadas. Plataformas online permitem que os alunos avancem ao seu próprio ritmo, explorando os conteúdos que se ajustam às suas necessidades individuais. Essa abordagem não só aumenta a motivação, mas também promove uma melhor compreensão dos tópicos.

 

O Papel da Tecnologia

A tecnologia tem revolucionado a maneira como aprendemos. Adquiriu-se um acesso sem precedentes a informações através da internet, tornando possível aprender sobre qualquer assunto em minutos. Além disso, ferramentas como vídeos, aplicativos de aprendizagem e cursos online (MOOCs) disponibilizam recursos que tornam o aprendizado mais interativo e envolvente. A realidade aumentada (RA) e a realidade virtual (RV) também estão a ser utilizadas para criar experiências de aprendizagem imersivas, ajudando os alunos a compreender conceitos complexos de forma prática.

 

Aprendizagem Colaborativa

Aprender com e através dos outros tem-se tornado uma prática comum nas salas de aula e online. A aprendizagem colaborativa incentiva o trabalho em grupo, onde os alunos partilham conhecimentos e experiências, desenvolvendo habilidades sociais essenciais ao mesmo tempo que adquirem novos conteúdos. Ferramentas digitais como fóruns, salas de aula virtuais e plataformas de colaboração facilitam a comunicação e o intercâmbio de ideias entre alunos globalmente.

 

Aprendizagem Baseada em Projetos

A aprendizagem baseada em projetos é uma abordagem que permite aos alunos explorar questões do mundo real enquanto desenvolvem competências práticas e teóricas. Projetos interdisciplinares ajudam a consolidar o conhecimento através de experiências práticas e incentivos à investigação autónoma. Esta metodologia promove uma aprendizagem mais significativa, preparando os alunos para desafios do mundo moderno.

 

Consciência Emocional e Aprendizagem Social

A educação moderna também enfatiza a importância da inteligência emocional na aprendizagem. A capacidade de reconhecer e gerir as próprias emoções, assim como as emoções dos outros, é fundamental para um ambiente de aprendizagem produtivo. Programas de aprendizagem social e emocional (SEL) ajudam os estudantes a desenvolver competências como empatia, resiliência e autorregulação, que são essenciais para o sucesso académico e a vida pessoal.

 

15
Out24

A Importância da Economia Informal

Explore o papel crucial da economia informal, que abrange milhões de trabalhadores em todo o mundo,

João Pires autor

Descubra como a falta de regulação e a elevada burocracia facilitam a informalidade, enquanto esses empreendedores inovam e se adaptam em tempos de crise. Entenda a necessidade de um diálogo entre o sector informal e o Estado para promover a formalização e proteger os direitos laborais, garantindo inclusão e justiça social.

 

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3 minutos de leitura

 

A economia informal é um fenómeno que tem ganho destaque nas últimas décadas, não apenas em países em desenvolvimento, mas também em contextos desenvolvidos. Este sector, caracterizado pela ausência de regulação e supervisão por parte do Estado, levanta uma série de questões complexas que merecem reflexão.

 

Em muitos países, a economia informal é vista como uma versão "selvagem" da economia, repleta de riscos e desafios. No entanto, a verdade é que este sector desempenha um papel crucial na vida de milhões de pessoas. Os trabalhadores informais, frequentemente desprovidos de direitos laborais, oferecem serviços essenciais e geram empregos que, de outra forma, não existiriam. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), cerca de 60% da população activa do mundo opera na economia informal, o que revela a sua importância indiscutível.

 

Burocracia excessiva e a carga tributária elevada

Uma das principais razões que levam trabalhadores e empreendedores a optar pela informalidade é a burocracia excessiva e a carga tributária elevada. O processo de formalização pode ser complicado, dispendioso e demorado, desencorajando os pequenos empresários a legalizarem os seus negócios. Assim, muitos optam por operar à margem da lei, mesmo que isso implique a falta de protecção e segurança no emprego. Essa lógica revela um paradoxo: a informalidade, em muitos casos, surge como uma solução para a exclusão e a marginalização que resultam de um sistema económico que não se adapta às necessidades da população.

 

Inovação e adaptabilidade

Além disso, a economia informal é frequentemente associada à inovação e à adaptabilidade. Os empreendedores informais são, muitas vezes, pessoas criativas que encontram soluções para problemas locais, utilizando recursos limitados. Essa capacidade de adaptação foi especialmente visível em tempos de crise, como durante a pandemia da COVID-19, quando muitos negócios formais falharam e as redes informais conseguiram resistir e sobreviver, servindo como uma rede de segurança para muitas comunidades.

 

Modelo mais inclusivo e sustentável

No entanto, a informalidade não está isenta de desafios. A ausência de supervisão pode levar à exploração dos trabalhadores, à falta de direitos e à precariedade das condições de trabalho. Para que a economia informal consiga evoluir para um modelo mais inclusivo e sustentável, é fundamental que haja um diálogo entre o sector informal e o Estado. Este diálogo deve visar a implementação de políticas que incentivem a formalização sem penalizar aqueles que, por necessidade, optam por permanecer informais.

 

Simplificação de processos de registo, redução de cargas fiscais para pequenos empreendedores

A solução pode passar por simplificar processos de registo, reduzir cargas fiscais para pequenos empreendedores e criar programas de apoio que ajudem na transição para a formalidade. Um ambiente regulatório que reconheça e valorize o papel da economia informal é crucial para fomentar a inclusão e a justiça social.

 

A lógica da economia informal é complexa e multifacetada. Reconhecer o seu papel como motor de inovação e sobrevivência em tempos de crise é apenas o primeiro passo. A criação de um ambiente que promova a formalização e proteja os direitos dos trabalhadores informais pode não só beneficiar estes indivíduos, mas toda a economia. O desafio está em encontrar um equilíbrio que permita que esta parte significativa da força de trabalho seja integrada de forma sustentada e justa na economia formal. É um desafio que exige coragem política, visão e, acima de tudo, empatia.

08
Out24

Gorjetas em Portugal

As gorjetas em Portugal cresceram 120 milhões de euros nos últimos oito anos, reflectindo mudanças n

João Pires autor

Este artigo critica a nova cultura de gratificação, questiona a valorização do trabalho nos sectores de hotelaria e restauração e destaca a necessidade de um debate sério sobre a economia informal e as condições laborais que garantam um futuro justo para os trabalhadores.

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Uma Crítica à Nova Cultura de Gratificação. Recentemente, foi revelado que as gorjetas em Portugal dobraram nos últimos oito anos, atingindo a impressionante soma de 120 milhões de euros. Este crescimento, alimentado pelo aumento do turismo e pela popularização dos pagamentos digitais, levanta questões cruciais sobre a valorização do trabalho nos sectores de hotelaria e restauração, bem como sobre as implicações sociais e económicas deste fenómeno.

 

As mudanças nas preferências dos consumidores, que estão cada vez mais inclinados a deixar gorjetas como reconhecimento pela qualidade do serviço, reflectem uma evolução significativa na cultura de gratificação. No entanto, este novo comportamento traz à tona uma série de preocupações que não devem ser ignoradas. Em vez de encarar as gorjetas como uma forma de valorização do trabalho, devemos questionar a sustentabilidade de um sistema que depende da generosidade do cliente para complementar os rendimentos dos trabalhadores.

 

Embora a Autoridade Tributária (AT) reconheça as gorjetas como rendimentos do trabalho, sujeitas a tributação, a realidade é que o montante declarado representa apenas uma fracção do que realmente é recebido. Este fenómeno expõe a fragilidade de um sistema que não garante a transparência necessária, permitindo que grande parte dos rendimentos continue a fluir na economia informal. A falta de um controlo mais rigoroso pode levar à exploração dos trabalhadores, que podem ficar reféns de um modelo de trabalho em que a sua remuneração base não corresponde ao esforço e à qualidade do serviço prestado.

 

Tanto em Lisboa como no Porto, o fato de as gorjetas estarem a ser cada vez mais incluídas nas facturas — com valores que variam entre 5% a 10% — sugere uma institucionalização deste comportamento que, até há pouco tempo, era mais uma questão de discrição e generosidade. Essa prática, por seu lado, ameaça transformar o que deveria ser um ato voluntário de reconhecimento numa obrigação velada, corroendo as bases da relação entre o cliente e o prestador de serviços.

 

A questão das gorjetas não se resume apenas a números. É urgente um debate público sério e responsável sobre a economia informal, os rendimentos e as políticas laborais aplicáveis ao setor de serviços. Precisamos de mais do que uma simples reflexão sobre o valor das gorjetas; é imperativo considerarmos a necessidade de políticas que assegurem condições de trabalho dignas para todos os profissionais, de forma que o sucesso do turismo e da hospitalidade não se construa sobre o alicerce da precariedade.

 

A evolução das tecnologias de pagamento, aliada ao crescimento do turismo, não deveria resultar apenas num aumento das gorjetas, mas sim numa reavaliação das condições de trabalho no setor. É inaceitável que os trabalhadores dependam das gorjetas para alcançar um rendimento digno. É desejável, antes de mais, que as empresas sejam incentivadas a oferecer salários adequados, eliminando a necessidade de compensação pelo cliente.

 

 

 

04
Out24

As Tensões Crescentes no Médio Oriente

As tensões no Médio Oriente estão em ascensão, provocando inquietações económicas que reverberam em

João Pires autor

Este cenário surge num momento crítico, em que tanto os Estados Unidos como a China enfrentam desafios significativos nas suas economias. A escalada de violência, especialmente entre Israel e grupos armados como o Hamas e o Hezbollah, está a provocar uma instabilidade que afeta diretamente os mercados financeiros.

 

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Impacto nos Mercados Financeiros

 

A intensificação do conflito tem resultado em quedas significativas na Bolsa de Valores de Toronto, refletindo um aumento da insegurança entre os investidores. A incerteza gerada pela violência no Médio Oriente está a pesar sobre a confiança do mercado, contribuindo para uma volatilidade que já afeta diversas bolsas em todo o mundo. Com os investidores a retirar-se, a preocupação cresce sobre as potenciais repercussões em outros setores económicos.

 

Alta dos Preços do Petróleo

 

Outro efeito visível deste conflito é a subida dos preços do petróleo. Com a possibilidade de interrupções no fornecimento de energia devido à instabilidade, analistas apontam que estas elevações podem acentuar-se ainda mais se a situação deteriorar. A dependência global do petróleo do Médio Oriente torna esta questão crítica, pois um aumento acentuado dos preços pode agravar ainda mais a inflação e as tensões económicas a nível mundial.

 

Alertas do FMI

 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) tem emitido avisos sobre as consequências económicas que a escalada do conflito poderá trazer, tanto para a região como para a economia global. Numa conjuntura já marcada pela volatilidade, as previsões de deterioração económica aumentam, podendo afetar países e mercados que já se encontram em recuperação. A instabilidade no Médio Oriente poderá também prejudicar o crescimento económico noutras partes do mundo, intensificando os riscos financeiros.

 

Consequências Humanitárias

 

Para além das preocupações económicas, a crise humanitária vincada pelo conflito é alarmante. Milhares de civis estão a ser deslocados e encontram-se em necessidade urgente de assistência, especialmente no Líbano. A deterioração das condições de vida e a falta de acesso a cuidados básicos e abrigo refletem a gravidade da situação e a necessidade de intervenção imediata para mitigar o sofrimento humano.

 

Olhar Internacional e Urgência de Diálogo

 

A comunidade internacional está em alerta em relação ao possível envolvimento dos Estados Unidos no conflito, um desenvolvimento que pode alterar substancialmente a dinâmica geopolítica da região. Diante do aumento das incertezas, a urgência de um diálogo pacífico e de soluções diplomáticas é mais relevante do que nunca. A continuação da violência não ameaça apenas a segurança regional, mas também a estabilidade económica global.

 

A Necessidade de Resposta Coordenada

 

Neste contexto de crescente tensão e complexidade, uma resposta coordenada da comunidade internacional é essencial para evitar resultados desastrosos. A concertação de esforços e o compromisso com o diálogo podem ser fundamentais para restaurar a paz e a estabilidade na região, almejando um futuro mais seguro e próspero para todos os envolvidos.

 

 

Referências que abordam as tensões no Médio Oriente e as suas implicações económicas e sociais:

 

BBC News - " Israel launches ground invasion in Lebanon "

   Este link oferece uma análise abrangente do conflito entre Israel e Hamas, incluindo o contexto histórico e as recentes escaladas. A BBC é conhecida pela sua cobertura equilibrada e informativa. 

 (https://www.bbc.com/news/articles/czxgyzq7z2ro)

 

International Monetary Fund (IMF) - "World Economic Outlook"

   O relatório do FMI discute as previsões económicas globais, incluindo os impactos da instabilidade no Médio Oriente e as suas consequências para a economia global. Este documento é fundamental para compreender as alertas económicas emitidas pela instituição. 

(https://www.imf.org/en/Publications/WEO)

 

Reuters - "Oil Prices Rise Amid Middle East Tensions"

   Este artigo da Reuters discute como as tensões no Médio Oriente estão a influenciar os preços do petróleo e o seu impacto nas economias globais, além de apresentar comentários de analistas do setor. A Reuters é uma fonte respeitada de notícias financeiras e económicas. 

(https://www.reuters.com/world/middle-east/major-gulf-markets-mixed-regional-tensions-2024-10-01/)

 

 

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