![Diversidade Geracional: como promover e ter sucesso na empresa]()
O preconceito etário ainda persiste nas organizações, refletindo uma sociedade que valoriza a juventude em detrimento da experiência e sabedoria dos mais velhos. No entanto, é fundamental que as empresas reconheçam os benefícios da diversidade geracional e não deixem que a idade possa limitar a contratação de profissionais.
Com o aumento da população mais velha em Portugal, é crucial adotar políticas inclusivas e equitativas, valorizando a experiência dos profissionais maduros. As empresas devem combater estereótipos relacionados com a idade, valorizando as habilidades e capacidades independentemente da idade cronológica. A diversidade geracional é essencial para o sucesso das organizações, promovendo uma cultura de aprendizagem contínua e enriquecendo o ambiente de trabalho. Chegou o momento de reconhecer e valorizar o potencial de cada indivíduo, independentemente da idade, e promover um ambiente de trabalho mais inclusivo e produtivo. É crucial questionar e desafiar os padrões de discriminação etária, mostrando que todos têm algo único a contribuir, independentemente dos anos vividos. É o momento de assumir o controlo e mostrar que a nossa idade não define quem somos ou o que somos capazes de realizar.
O preconceito etário que ainda persiste nas organizações é um reflexo de uma sociedade que valoriza a juventude e desvaloriza a experiência e a sabedoria dos mais velhos. Entretanto, é importante que as empresas e os recrutadores compreendam que a diversidade geracional traz inúmeros benefícios e que a idade não deve ser um fator limitante na contratação de profissionais.
A população ativa é formada pelo conjunto de indivíduos com idade mínima de 15 anos que, no período de referência, constituem a mão-de-obra disponível para a produção de bens e serviços que entram no circuito económico, contabilizado empregados e desempregados e excluindo os desempregados voluntários. O desemprego voluntário é aquela situação em que uma pessoa em idade ativa para o trabalho decide não procurar emprego ou rejeita ofertas de emprego adequadas às suas qualificações. Por exemplo terminou os estudos e está em idade de trabalhar, mas decide retirar um período sabático para se dedicar a atividades não produtivas ou remuneradas. No entanto pode ser bastante estimulante e dar origem a incremento de criatividade fazer voluntariado ou dar uma volta ao mundo, caso haja disponibilidade financeira para tal desígnio.
Em Portugal, a população ativa (5 286,4 mil pessoas) aumentou em relação a julho e maio de 2023 (0,1%, em ambos) e a agosto de 2022 (1,7%), de acordo com informação do INE (www.ine.pt)
Em 2022 existiam 185,6 idosos por cada 100 jovens, de acordo com o índice de envelhecimento, que compara a população com 65 e mais anos (população idosa) com a população dos 0 aos 14 anos (população jovem).
De acordo com os dados provisórios dos Censos de 2021 do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que o número de pessoas com 65 anos ou mais de idade aumentou 20,6% nos últimos 10 anos. Portugal tem 2.424.122 pessoas com 65 anos ou mais e 1.331.396 com menos de 15 anos.
Por tais factos demográficos, é fundamental que as empresas adotem políticas de inclusão e equidade, valorizando a experiência e o conhecimento dos profissionais mais maduros. Além disso, é necessário combater o preconceito e estereótipos relacionados à idade, reconhecendo que as habilidades e as capacidades não estão diretamente ligadas à idade cronológica.
Os profissionais mais velhos têm muito a contribuir para as organizações, trazendo consigo uma bagagem de experiências e vivências que podem enriquecer o ambiente de trabalho e gerar resultados positivos. A diversidade geracional é um fator chave para o sucesso das empresas, pois permite a troca de conhecimento e a promoção de uma cultura de aprendizagem contínua.
Portanto, chegou o momento de deixar de lado os preconceitos e estereótipos relacionados com a idade e valorizar o potencial de cada indivíduo, independentemente da sua idade. É preciso reconhecer e aproveitar todo o talento e experiência dos profissionais mais maduros, incentivando a diversidade e promovendo um ambiente de trabalho mais inclusivo e produtivo.
Quem define o nosso prazo de validade somos nós mesmos, sou eu quem define quando devo parar de trabalhar para me dedicar a atividades lúdicas. É fundamental que as empresas e os recrutadores reconheçam e valorizem o potencial de cada profissional, independentemente da sua idade. A diversidade é um fator essencial para o sucesso das organizações, e é preciso combater o preconceito etário e promover um ambiente de trabalho mais inclusivo e equitativo.
A idade não define quem somos ou o que somos capazes de realizar
Mas afinal, quem definiu o nosso prazo de validade?
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A expectativa de vida nos anos 50 era de 45 anos, e os últimos estudos no pós pandemia já apontam uma média de 75 anos, e temos muitas pessoas a viver com qualidade próximo ou mais de 100 anos.
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No entanto as empresas e os recrutadores ficaram parados nos anos 50, acreditando que pessoas 50+ não têm a mesma capacidade ou energia de um jovem.
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Ao invés de avaliar um candidato pelo curriculum e achar «jovem demais» ou «velho demais», o entrevistador deveria observar a experiência, o brilho nos olhos, a vontade de trabalhar, a resiliência, o comprometimento, a capacidade em lidar com conflitos, o relacionamento interpessoal e trabalho em equipa, as competências técnicas, os valores e princípios, entre outras.
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Os cabelos brancos, as rugas ou mesmo aqueles quilos a mais não afetam o cérebro, nem a capacidade intelectual ou física, bem como as espinhas de alguém muito jovem, também não afetam a sua capacidade de aprendizagem.
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Portanto quem deverá decidir o nosso próprio prazo de validade será cada um de nós, e não os recrutadores.
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A diversidade geracional é o grande desafio a ser vencido pelas empresas, pois sem classificar como «jovem demais» ou «velho demais», poderão beneficiar com uma equipa mista onde cada grupo trará o seu contributo, sendo preciso apenas abrir a mente e dar oportunidade a quem realmente deseje trabalhar, além disso também é necessário um novo tipo de liderança para gerir essas gerações para que não exista preconceito ou conflitos.
Portanto, é urgente que as empresas mudem a sua mentalidade e aproveitem o valor e a riqueza que os profissionais mais experientes podem trazer. A diversidade geracional é um ativo para as organizações, e é essencial que haja um ambiente de trabalho inclusivo, que valorize e respeite o contributo de todas as idades.
A idade não pode ser um fator determinante na escolha de um candidato, o que realmente importa são as competências, habilidades e experiências que cada indivíduo pode oferecer. É preciso combater a discriminação etária e promover a igualdade de oportunidades para todos, independentemente da idade. Juntos, podemos construir ambientes de trabalho mais diversificados, criativos e inovadores. Vamos juntos combater o preconceito e valorizar a riqueza da experiência!
Portanto, é urgente que as empresas repensem os seus processos de recrutamento e seleção, valorizando a diversidade geracional e reconhecendo o potencial e a experiência dos profissionais mais maduros. É preciso entender que a idade não define a nossa capacidade de contribuir de forma positiva para uma organização.
É importante também desconstruir estereótipos e preconceitos em relação aos profissionais mais velhos, que muitas vezes são vistos apenas como um peso ou um obstáculo, quando na verdade podem trazer uma riqueza de conhecimento e expertise que só a vivência pode proporcionar.
Cabe a cada um de nós questionar e desafiar esses padrões e procurar quebrar as barreiras do da discriminação etária, para que todos tenham oportunidades iguais de demonstrar o seu potencial, independentemente da idade. Afinal, quem será que definiu o nosso prazo de validade? Chegou o momento de assumir o controlo e mostrar que temos muito a contribuir, independentemente dos anos vividos.